E O CAOS VAI SE ESTABELECENDO…


Caro amigo. Graça e Paz! 

Realmente estes acontecimentos no Haiti nos possibilitam muita reflexão. Belo texto redigido logo abaixo pelo Sacerdote. Vejo na preservação da imagem do Cristo Crucificado como derradeiras oportunidades para que o mundo creia que somente em Jesus há possibilidade de restauração da vida eterna para os homens. Veja bem: Se Deus pode preservar uma obra de arte feita pelas mãos dos homens, porque não preservaria o próprio homem? Devemos sim, ler e reler o texto abaixo, dando ênfase ao que nos diz o Senhor em Isaías,Mateus(duas vezes) e João(duas vezes), este é o ponto central que nos transmite diante dos olhos o Senhor dos Senhores, dando-nos Mais oportunidades enquanto vivos para nos dobrarmos diante Dele. Pense nisto: Se você resolve seguir com independência, ficará eternamente na dependência do caos. Caso decida permanecer na dependência do Pai Criador, estará para sempre livre e apto a viver uma vida em abundancia por toda a Eternidade. Acredite o mal nunca tem origem no coração de Deus, mas permite que muitas calamidades aconteçam para nos dar oportunidade de Arrependimento e quando isto acontece, Deus transforma o “mal em bem”. Enfim amigo Deus não ver o mundo como os homens o vêem, Pois assim está escrito e revelado na oração Sacerdotal de Jesus um pouco antes de ser Crucificado: “…porque lhes dei as palavras que me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. João 17:8-9. PARA MEDITAÇÃO: Se naquela calamidade morreram “homens e mulheres que viveram o mandamento novo” como nos disse o sacerdote, pergunto: e o restante que assim não agiram! Onde estarão, se o próprio Jesus não se importou com os que o rejeitaram? O que é viver o mandamento novo? Seriam considerados obedientes a este princípio os que o praticam somente em parte? Não seria considerado rebelde ao Evangelho todo aquele que obedece somente em alguns pontos, rejeitando o todo? Viver o mandamento somente naquilo que interessa pessoalmente não é e nunca foi “negar-se a si mesmo” como nos sugeriu Jesus > “E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”. Mc 8:34 Que Deus abençoe a você e sua casa. Marcus

“O CRUCIFIXO DO HAITI Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur Du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam. Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a deHiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário. Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4). Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres  ranspassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino. O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância. O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; … Todas as vezes que fizeste O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti. 

Padre Francisco Agamenilton DamascenaVice-reitor do Seminário Diocesano São José

Uruaçu – GO”

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